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Mediunidade

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Por União Municipal Espírita (Erechim)

Mediunidade no Antigo Testamento (continuação...)

 

Aqui o espaço nos permite mencionar as manifestações mediúnicas (intercâmbio com os “mortos”), proibidas por Moisés.

Esse tema foi objeto de várias colunas espíritas em 2022, durante o mês de maio.

Tomamos a liberdade de trazer ao leitor alguns excertos para lembrar dos motivos a tais proibições.

Não é segredo que o povo hebreu foi o povo que se destacou pela crença na existência de um único Deus.

Abraão iniciou a propagação do monoteísmo e Moisés a consolidou. Essa crença influenciou várias outras correntes religiosas ao longo dos séculos.

Enquanto os povos da antiguidade cultuavam o politeísmo, o povo hebreu era o único que se manteve fiel ao monoteísmo.

Mas voltemos ao tema das proibições a que se referia Moisés.

Em Deuteronômios, 18: 10-12, ele determinava sanções a todos os que invocassem os mortos.

Devemos ter presente, que havia duas Leis de que se servia Moisés para a condução de seu povo durante a travessia do deserto naqueles longos quarenta anos.

Uma, a Lei Divina, o Decálogo; outra, a chamada Lei Mosaica. Esta última, com fundamentos na primeira, fora elaborada para disciplinar a conduta dos hebreus durante o êxodo. Uma espécie de Constituição do Povo Hebreu, como nos afirma José Reis Chaves, autor da obra Reencarnação na Bíblia e na Ciência.

Em muitas ocasiões, Moisés foi censurado pelos próprios pares, quando se deparavam com adversidades quase intransponíveis, a sofrerem com a sede, com a fome, jogando-lhes na face o erro em tê-los seguido, preferindo que os tivessem deixado sob o jugo egípcio.

Como nos assinala o Antigo Testamento, em Números, 1:46, Moisés fora o responsável por conduzir 603.500 pessoas!

Sem dúvida, uma tarefa gigantesca, quase humanamente impossível.

Para consolidar o monoteísmo, era preciso ser forte, enérgico, disciplinador e amparado por uma força descomunal que só podia ter origem divina.

E essa origem traduziu-se pelas manifestações mediúnicas, as quais, como mencionamos no início, sempre fizeram parte da Humanidade; parte do próprio Universo.

 

(Próximo tema: Mediunidade: no Antigo Testamento – Parte III)

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