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Economia

Dia Internacional Contra a Homofobia

Diretor e produtor artístico, Rafa Hoss, fala sobre a data, discriminação e mortalidade

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

Hoje, 17, em todo o mundo, comemora-se o “Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia”, data que visa conscientizar a população em geral sobre a luta contra a discriminação dos homossexuais, transexuais e transgêneros.

A homofobia consiste no ódio e repulsa por homossexuais, atitude esta que deve ser combatida para que possamos formar uma sociedade que esteja baseada na tolerância e no respeito ao próximo, independente da sua orientação sexual. 

 Ainda existe um grande preconceito contra os homossexuais na maioria das sociedades que, infelizmente, se reflete em atos desumanos de violência extrema contra esses indivíduos.

  O Dia Internacional Contra a Homofobia (International Day Against Homophobia, em inglês) é comemorado em memória à data em que o termo “homossexualismo” passou a ser desconsiderado, e a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990.

Igualdade

 Esta data é uma oportunidade para a organização de atividades que promovam e apoiem a igualdade de direitos dos homossexuais e da comunidade LGBT.

Várias facetas

 A homofobia assume múltiplas facetas, abrangendo desde frases preconceituosas até discriminação e violência física, resultando em um ambiente prejudicial e inseguro para indivíduos LGBTQIAPN+. Em 2022, registrou-se um aumento de 35% nas agressões contra a comunidade.

Rafa Hoss

 De acordo com o diretor e produtor artístico, Rafa Hoss, 23, “34 anos se passaram desde que a maior organização de saúde do mundo deixou de nos ver como doentes, e ainda hoje escuto da boca de alguns que meu "jeito de viver" é prejudicial e pecaminoso. E por percebermos que a pauta ainda é vista como tabu, escolhemos esta data como um marco da luta anti-LGBTfobia”.

 “No Brasil, não posso negar que tivemos avanços legais nos últimos anos. Em 2011, o STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, garantindo os direitos básicos aos casais. Em 2019, a criminalização da LGBTfobia equiparou essa discriminação ao racismo, um passo urgente e muito atrasado para proteger e garantir direitos à comunidade LGBT+. Pode até parecer que estamos blindados, mas em termos gerais, agora podemos nos casar e se formos mortos, viraremos uma estatística exclusiva de análise da mortalidade”, pontua rafa.

 “A questão aqui é maior do que a garantia de legislações favoráveis, é a transformação da cultura de um país historicamente violento contra pessoas como eu. Estamos em 2024, e mesmo existindo países que prendem e condenam à morte pessoas LGBTs, o Brasil continua em primeiro lugar no ranking da maior quantidade de assassinatos desta população”, ressalta.

Rafa destaca ainda que, dado que comprova dois pontos: “nós da comunidade não temos medo de nos expor, e os agressores não têm medo da condenação. Sobre os países que ainda optam por nos prender ou matar em nome de uma ideologia religiosa, me causa indignação que outras nações pouco fazem em relação a essas políticas, demonstrando que as vidas LGBT+ são menos importantes do que acordos econômicos.

 No geral, vivemos um tempo de crescente onda conservadora, e como sempre na história, nestes períodos os primeiros afetados são as minorias sociais. Mas evoco aqui a ideia do icônico texto "É Preciso Agir" de Bertold Brecht: quando finalmente estiverem levando você, hétero, branco, cis de classe média, já não terá sobrado ninguém para se importar contigo”, finaliza.

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