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Economia

Quando o palhaço vive a magia da arte e se conecta com Erechim

Paulo Damski garante que sempre foi bem recebido pela população e vê sua cidade como de grandes oportunidades

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

         Quem anda pelas calçadas de Erechim que comemora seus 106 anos de emancipação político administrativa, já deve ter se deparado com uma figura quase que mitológica entre a comunidade que passa a casa dos 107 mil habitantes.

Disposição

         Com uma disposição que parece um adolescente e amigo de grande parte da população que convive no seu dia a dia de trabalho, nos deparamos, constantemente, nas esquinas, nas praças, em eventos e nos mais diversos locais, como Paulo Eduardo Damski, 66, casado, pai e natural de Erechim, cidade que admira e ama, principalmente por causa de sua população.

Quem é o palhaço?

         Mas quem é Paulo? é a figura do palhaço que vende balões, algodão doce e brinquedos para a criançada. São anos de trajetória que já marcaram o seu caminho e confiança de seus clientes, novos e antigos.

         Para saber mais sobre ele e, de certa forma, abrir um pouco de sua vida nesta edição que comemora o aniversário de Erechim, o procuramos, sentamos juntos e construímos o relato onde mostramos que os invisíveis também fazem parte da construção desta cidade.

Início

         Mas toda a história tem um começo, e a de Paulo iniciou em Campo Mourão quando esteve longe de sua cidade natal, momento em que surgiu a oportunidade de trabalhar para uma loja local. “Fui convidado, coloquei uma roupa de palhaço e hoje já faz trinta anos que estou nesta caminhada”.

         Depois de enfrentar alguns problemas familiares voltou o caminho de casa, se estabelecendo novamente em terra bota amarela, o que para ele foi extremamente gratificante, pois destaca a cidade como muito boa para trabalhar. “Uma cidade sem violência e onde me recebem bem em todos os lugares por onde vou”.

Venda de algodão

         Os trabalhos com as vendas de algodão doce tiveram início em 2009, anteriormente também teve a venda de picolé e a representação de Papai Noel em várias oportunidades, garantido que hoje, o que atrapalha um pouco são alguns trabalhadores que também fazem o trabalho de rua e que, devido a algumas ações, acabam dificultando o resultado esperado.

         Numa forma de agradecimento a população nestes 106 anos de aniversário, Paulo destaca que sempre foi bem recebido por todos, mesmo quando em tempos em que saia da cidade e retornava posteriormente.

Nem tudo são flores

         Nesta sua caminhada, o que nem tudo são flores espalhadas pelo caminho, destaca algumas dificuldades enfrentadas, como a recusa da compra de seus produtos, ou a deslealdade de outros vendedores ambulantes em disputarem o mesmo ponto e não poder fazer nada, já que o espaço é para todos. Lamenta, também, que anteriormente podia fazer as suas vendas junto ao Seminário Nossa Senhora de Fátima, mas que atualmente são proibidos, o que diminui a renda no final do mês.

Família

         Falando sobre sua família, garante que há uma sintonia de sua atividade dentro do lar, seja da esposa, filha, genro, irmão e principalmente da sua mãe. “Eles adoram tudo o que eu faço, como as crianças que atendo com as vendas de balões e outros produtos. Sempre entrego para as mães que são bem receptivas com meu trabalho”.

Concorrência

         Com relação a grande concorrência que se enfrenta hoje junto as ruas, principalmente daqueles que chegam em Erechim e vão até as sinaleiras mostrar o seu talento e com isso conseguir alguma ajuda, Paulo ressalta que isso é muito importante, pois são pessoas que estão longe das drogas ou de problemas.

Aposentadoria

         Em relação ao tempo que pretende estar ainda nas ruas e avenidas de Erechim, garante que ficará no exercício de sua profissão até quando a saúde deixar. “Já estou aposentado e com mais esta renda consigo dar uma vida digna para a minha família”.

Grande cidade

         “Erechim para mim é uma grande cidade, pois sou muito bem recebido, somente acho que poderiam nos dar maiores oportunidades, como por exemplo na realização de grandes feiras junto ao parque da ACCIE e no Seminário Nossa Senhora de Fátima. Sou bem recebido junto as praças de nossa cidade. Em toda a minha caminhada nunca tive nenhum problema com algum cidadão, ou seja, sempre me respeitaram como respeitei a todos nesta minha caminhada”, garante.,

  

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