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Economia

A partida de Furbo, o cão-terapeuta que deixa amor e saudades

Da raça Golden Retriever, com 14 anos de idade foi de fundamental importância para pacientes com ansiedade e depressão

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

         Sabe aquele animal que fica na lembrança para toda a vida, pode ser um cão, um gato, um passarinho, uma tartaruga, um pato, uma galinha, ou seja, qualquer animal que colocamos toda a nossa paixão e amor e tratamos não como um adereço da casa, mas sim como algo, muito, mas muito maior.

A história de Furbo

          Pois é, depois de tanto fazer o bem para muitas pessoas, faleceu no início desta semana, o cão da raça Golden Retriever aos 14 anos de idade. Furbo, nome dado pelos seus tutores, passou por adestramento no ano de 2010 e começou a trabalhar como cão-terapeuta junto à APAE do município de Itajaí, em Santa Catarina, mais precisamente com estimulação de bebês com síndrome de Down.

Vinda para Erechim

 Mas, como o mundo dá voltas e nunca sabemos realmente onde podemos parar, após os seus tutores se mudarem de Balneário Camboriú para Erechim, no ano de 2013, Furbo fez as malas e veio junto, onde seguiu trabalhando na mesma atividade no Instituto Anglicano Barão do Rio Branco, tendo em vista que sua tutora, a psicóloga Lisandra Garcia, implementou a Zooterapia na escola no ano de 2014.

Cão-terapeuta

 Em Erechim, Furbo foi o pioneiro a ser utilizado como cão-terapeuta. Além disso, a Zooterapia com Furbo também foi implementada e executada por vários anos na Casa de Repouso de Barão de Cotegipe.

Por lá, os idosos, por incontáveis vezes, foram agraciados com a visita de Furbo que, dócil e pacato, desenvolvia suas atividades de cão-terapeuta e dispensava sua atenção aos hóspedes da casa, o que fazia uma grande diferença.

A escolha

  Buscando as lembranças na memória, Lisandra sempre se emociona ao relembrar da primeira vez que viu Furbo ainda filhote. “Minha filha, Maria Eduarda, na época com 11 anos de idade, queria muito um cão. Fomos juntas ao canil para escolher um animal e a pessoa responsável pelo local mencionou que aquele cãozinho franzino seria sacrificado pois, segundo relatou, tinha vários problemas de saúde. Imediatamente Maria Eduarda disse: ‘É esse que eu quero!”.

Salvar vidas

 “E se, naquele momento, Maria Eduarda salvou Furbo, o cão em retribuição, por anos salvou muitas pessoas da ansiedade, da depressão, do medo, de fobias e de patologias emocionais que puderam ser tratadas com o auxílio da Zooterapia”.

“Que no espaço destinado aos animais, após sua passagem terrena, Furbo esteja em bom lugar, afinal, as pessoas, sobretudo as crianças e idosos que o conheceram, certamente dele terão boas lembranças”, garante Lisandra.

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