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Economia

Santa Mônica Imagem realiza o primeiro tratamento ablativo de tumor renal por rádio frequência

Procedimento, recente no Brasil, garante que paciente volte para casa logo após sua realização

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

         O Santa Mônica Imagem inova, mais uma vez, momento em que realiza pela primeira vez na região do alto Uruguai, o primeiro tratamento ablativo de tumor renal por rádio frequência, ou seja, o câncer de rim, que obteve excelentes resultados, antes, durante e após procedimento cirúrgico.

Lesão renal

         Para que a paciente C.X de 62 anos chegasse até a mesa de cirurgia, anteriormente manteve consulta médica com o médico urologista Antônio Todeschini que examinou a mesma que apresentava uma lesão renal à direita, ou seja, um câncer de rim que já apresentava 3,5 cm e, para tanto, foi encaminhada ao serviço de urologia do Santa Mônica Imagem para que fosse examinada pelo médico Daniel Furlanetto, urologista intervencionista com sete anos de formação pela Santa Casa de São Paulo, A.C. Camargo Câncer Center e o St.Paul´s Hospital em Vancover no Canadá.

Tecnologia inovadora

         Após examinar os diversos exames realizados anteriormente pela paciente, optou-se pela tecnologia de rádio ablação por frequência do câncer de rim. Conforme Daniel, são repassadas para a paciente todas as alternativas possíveis de métodos para a realização da cirurgia. “Avaliamos as possibilidades de cirurgia e o tratamento ablativo que é uma nova alternativa no Brasil que é proposta para alguns casos, ou seja, de tumores de 3 a 4 centímetros, dependendo das recomendações das Sociedades de Urologia ou de Câncer de determinados países. Ela pode ser uma lesão maligna ou presumivelmente maligna, ou seja, que se presume que possivelmente seja um câncer, mas não se tem toda a certeza”, pontua.

         Este procedimento, destaca Daniel, é proposto para pacientes que possuem algum tipo de comorbidade, com mais de uma lesão, ou que não tenham condição cirúrgica. “Hoje, já foi incluído em todas as Sociedades que o médico pode oferecer este método como primeira alternativa, desde que o paciente não queira operar, que o tumor não tenha metástase e de que não seja localmente invasivo, ou seja, que seja restrito ao rim”.

Rastreamento

         Para tanto é realizado um rastreamento, trabalho também realizado pelo urologista para se ter a certeza que a lesão é unicamente no rim e a partir deste ponto começa a conversa sobre o procedimento. Hoje temos três alternativas; a ablação por rádio frequência, a ablação por micro ondas e a crio ablação. “A mais antiga e mais frequentemente usada é a rádio frequência, ou seja, a que realizei para o tratamento da paciente”.

Como funciona         

         Para o procedimento, Daniel esclarece que ao invés da realização por corte das camadas até se chegar ao órgão, é colocada apenas uma agulha guiada pela tomografia, momento em que se acompanha todo o trajeto dentro da lesão. A ponta da agulha esquenta a uma temperatura próxima aos 100 graus fazendo com que ocorra uma desnaturalização das proteínas. “Desnaturamos todas as proteínas do tumor, a exemplo de assar uma carne, ou seja, matamos a lesão por temperatura. Realizamos alguns ciclos que tem como objetivo principal que as células morram e com isso podemos ver a área total e ter a certeza de que houve sucesso no procedimento. No caso de nossa paciente foi excelente tanto o método como o seu resultado”.

Próximos passos

         Os próximos passos são as tomografias e as ressonâncias para podermos ver se algum pouco da lesão voltou. Se sim, poderá ser realizada uma nova ablação. “Na maioria dos casos apenas o procedimento por imagem já é a garantia para ver e analisar os resultados”.

Preservar funções

         Daniel ressalta, ainda, que nesta forma de procedimento há a preservação das funções do rim bem mais do que em um método invasivo. “A recuperação do paciente é mais rápida, ou seja, após um procedimento de quatro horas ou no máximo seis horas, segue para casa sem sintomas, tomando analgésicos simples e sem nenhuma complicação, ao contrário da cirurgia que apresenta algumas complicações, que são riscos de sangramento ou outras complicações pelo fato da necessidade de se abrir mais planos, daí a vantagem da ablação”, finaliza.  

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