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Economia

Até onde os automóveis chineses atrapalham o mercado de seminovos

Em Erechim revendas destacam a nova realidade que tem mudado o gosto do consumidor na hora da escolha

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Por Carlos Silveira
Foto Ilustrativa

 A economia é como uma bola de bilhar que bate em um lado, bate em outro e depois cai na caçapa finalizando o jogo para um dos apostadores. Nesta jogada inclui a estratégia, o raciocínio e a jogada na hora certa para não haver perdas ou arrependimentos.

 Esta jogada é válida para todas as modalidades em que o ganhar e perder está em voga, e no mercado de automóveis no Brasil parece que as jogadas estão cada vez mais para um raciocínio lógico e preciso após a invasão dos carros chineses elétricos no mercado nacional, tendo hoje a BYD como a marca mais vendida e escolhida pelos brasileiros e outras tantas entrando no mercado a cada dia. Uma nova realidade posta à mesa em um momento global que tem como tema principal a sustentabilidade e o meio ambiente.

O que antes era um mercado aberto para apenas uma marca da Coréia do Sul, hoje tem um leque de vários modelos, estilos e categorias. Não somente na mídia em massa nos veículos de comunicação, novelas, mas nas ruas também estamos nos adaptando a nova realidade. O que era curiosidade passou a ser rotina. O que antes era inacessível, hoje se adapta ao gosto do consumidor. Novas revendas, novas oportunidades de trabalho e mais giro na economia nacional.

Mas como está, nesta nova realidade, o mercado dos seminovos. Aonde ele se encaixa com esta nova concorrência onde hoje se compara entre um modelo com pouco uso, com um zero Km elétrico pelo mesmo preço, ou até menos. O susto veio a galope em um cenário nunca visto, pois somos o segundo país comprador de elétricos da China. Como alguns diriam, o futuro chegou, embora a conta com o meio ambiente vai chegar em alguma hora.

Para tanto o Grupo Bom Dia de Comunicação entrevistou alguns empresários do ramo de Erechim para saber como está o mercado local de seminovos frente esta nova realidade econômica e mundial.

Em contato com a Wagner Veículos, a atual situação encontra-se na normalidade, fato pelo qual não possui muitos clientes com valores acima dos R$ 100 mil e que possam migrar para os elétricos.

Conforme Wagner a procura dos elétricos, hoje em dia, está mais direcionada para os motoristas de aplicativo, jovens e mulheres, pois quem atualmente possui as tradicionais caminhonetes, principalmente a diesel, nunca irão migrar para um elétrico, seja pelo tamanho do veículo, como da sua estrutura, robustez e conforto. “Hoje os elétricos não atrapalham novas vendes pois o nosso perfil é outro. Os elétricos são uma nova realidade no mercado de novos, mas enfrenta muito problema na revenda”.   

Para a Varguinhas Veículos a atual situação dos elétricos tem atrapalhado um pouco, principalmente para a venda para quem trabalha como motorista de aplicativo, mas o problema maior concentra-se na atual situação financeira do Brasil, onde as pessoas não estão conseguindo linhas de crédito para a compra ou troca de veículos, especialmente os seminovos com valores mais altos. “Seja a combustão ou elétrico, existe mercado para todo mundo, mas neste ano, principalmente por causa das eleições, as pessoas não querem entrar em dívidas pois não sabem como ficará a economia no próximo ano”.

 Para a Vitrine Automóveis a vinda dos elétricos da China atrapalhou as vendas, principalmente a diferença dos valores com relação a combustão. “Além dos valores serem menores a adição de tecnologias novas torna-se um grande atrativo na hora da escolha. Para quem trabalha como motorista de aplicativo o carro se paga, mas acaba sendo um problema na revenda, pois hoje a preferência entre os consumidores são veículos abaixo de 100 mil quilômetros. A tendência é dar uma normalizada, mas os veículos no Brasil estão custando muito caro em comparação a onda de veículos chineses chegando no Brasil”.

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