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Economia

Oportunidades: Quando a vida é doce e se ganha com isso

Vendedor de doces trocou sua cidade por Erechim e destaca a boa hospitalidade da população

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

 O ser humano é mesmo um sujeito ímpar, pois como camaleão, se molda nas mais diversas adversidades da vida, seja socialmente ou economicamente, principalmente quando o assunto é buscar o sustento de cada dia.

 Ironicamente, nós como jornalistas, que temos a obrigação de cobrir todos os acontecimentos que ocorrem localmente, na região ou no Brasil e exterior, para os veículos de maior porte, muitas vezes passamos, como muitas outras pessoas, pelas ruas de nossa cidade e não vemos os detalhes que ela nos proporciona.

E estes detalhes não quero dizer que sejam obras, monumentos ou algo descomunal, sim pessoas que estão ali realizando seu trabalho, a sua parte na sociedade. E é nestas passadas de rua que me deparo com uma figura fora do comum, sujeito simples que, equipado com um carrinho adaptado vende rapaduras, torrones, panos para secar louça e nada mais do que meias. Realmente um leque de produtos inusitados vendidos ao mesmo tempo.

Seu Luiz

Mas quem é a figura que tradicionalmente, com extrema simpatia, embora tenha posado sério para a foto, que circula pelas calçadas da Fundação Hospitalar Santa Terezinha e proximidades e que muitas vezes abordamos, selecionamos e compramos seus produtos, mas não olhamos sequer para seus olhos. Daí a oportunidade de conhecermos um pouco da história de Luiz Claudio de Costa Felartiegas, 48, natural de São Pedro do Sul, município perto de Santa Maria e que está em Erechim há cerca de dois anos.

Luiz garante que veio a Erechim porque gostou muito da cidade e convive muito bem com a população local, especialmente seus clientes. Em apenas cinco minutos de espera entre ele atender os seus clientes e o início de nossa conversa foram cerca de cinco clientes atendidos, na preferência as rapaduras que, depois de ter provado uma, são realmente muito deliciosas. O horário, se não me foge a memória, 11h55.

Cidade boa

“Me falaram muito desta cidade, do fato de que era boa para se morar e trabalhar, gostei da ideia, do local, e hoje estou tendo minha vida com muita alegria”. Solteiro, Luiz veio sozinho e garante que se adaptou muito bem. “Vendo rapadura, torrone, mandolate, meias e panos de prato”, garante.

“As pessoas vêm até mim com muita facilidade e, por isso, quero muito bem toda a comunidade desta cidade. Quem compra uma vez de minha mercadoria volta sempre para comprar mais. Sempre dizem que é a melhor rapadura que tem por aqui. Pretendo morar para sempre em Erechim”, finaliza.  

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