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Economia

Dedicação: Hoje é o dia para lembrar e homenagear o Dia do Padre

Celebrado oficialmente no dia 04 de agosto festa de São João Maria Vianney

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

Existem datas as quais lembramos todos os dias para que cheguem o mais rápido possível, a exemplo do Dia dos Namorados, Dia das Mães ou Dia dos Pais, pois marcam a vida de cada um, como do próprio comércio local que ganha com isso, como existem datas que poucos lembramos, ou muitas vezes nem sabemos que existem e não nos damos conta para poder prestar as homenagens.

E a data de hoje é uma delas, pois comemoramos o Dia do Padre, figura importante na construção da sociedade e que tem um papel fundamental junto à humanidade desde o início do cristianismo.

O Dia do Padre é celebrado oficialmente em 4 de agosto, data da festa de São João Maria Vianney, comemorada desde 1929, quando o Papa Pio XI o proclamou padroeiro dos padres e das demais pessoas que servem aos ensinamentos de Deus. Nesta data também é celebrado o dia do sacerdote.

João Maria Vianney

Nascido na França, em 1786, João Maria Vianney teve suas origens em uma família de camponeses muito humilde e religiosa. Como eram tempos de Revolução em seu país, com um forte apelo antirreligioso, sua primeira comunhão foi realizada em uma missa clandestina. Desde cedo descobriu o chamado ao sacerdócio, mas, por ter tido uma educação inicial tardia e deficitária, encontrou muitos limites nos estudos do seminário, especialmente na língua latina, utilizada tanto nas aulas como na celebração dos sacramentos.

Foi ordenado padre em 1815 e, pouco tempo depois, foi nomeado pároco da pequena vila de Ars, um lugar onde a religião havia sido esquecida pelos moradores. Com muitos sacrifícios, orações, penitências e um coração de pastor, o Padre Vianney foi, aos poucos reconquistando a população para a vida de fé. Conseguiu desempenhar um apostolado intenso, de doação integral, especialmente através do sacramento da confissão, função para a qual havia sido considerado incompetente. Sua fama cresceu tanto, que pessoas das mais diversas partes iam se confessar com ele, que se tornou conhecido mundialmente como o “Cura d’Ars” (o pároco de Ars).

Desempenhou unicamente lá o seu serviço, vindo a falecer em com 73 anos, em 04 de agosto de 1859. Foi canonizado em 31 de maio de 1925, pelo Papa Pio IX, e, em 1928, foi nomeado padroeiro dos párocos de todo o mundo.

O sacerdócio católico

Para não deixarmos a data em branco, entrevistamos o Padre Lucas André Stein, 28, natural de Mariano Moro, que é vice-reitor do Santuário e do Seminário Nossa Senhora de Fátima, e que pontua que as raízes do sacerdócio católico se encontram no próprio Jesus que se ofereceu como sacrifício perfeito sobre o altar da cruz e, ressuscitado, intercede eternamente pela humanidade.

“Durante sua missão, Jesus curou, ensinou, libertou, alimentou, dirigindo totalmente sua vida para a concretização do Reino de Deus. Escolheu doze apóstolos para serem seus cooperadores e continuarem a missão, através da Igreja. Estes apóstolos transmitiram esse serviço a outros homens, que, até hoje, continuam a obra da redenção em meio à humanidade”, ressalta.

Vontade de Jesus

Esses homens, de modo especial, os sacerdotes (bispos e padres), destaca Lucas, realizam a vontade de Jesus através da direção das nossas comunidades, da santificação do povo através dos sacramentos, da pregação da Palavra de Deus e de tantas outras formas, dependendo do serviço que lhes é confiado pela Igreja.

“O sacerdote não é dono do seu ministério, pois este não lhe pertence; pelo contrário, é ele que pertence ao ministério. Ser padre é uma graça que é concedida a homens limitados e pecadores, para que ajudem os irmãos e a si mesmos a encontrarem o caminho da salvação, realizada por Jesus. Inclusive a lei do celibato (a obrigação do padre não casar e não constituir família), tão mal compreendida na sociedade atual, que despreza a dimensão do sacrifício pessoal, existe para que o padre possa estar inteiramente disponível para a sua comunidade, como Cristo esteve”, garante.

O processo formativo

Lucas destaca que o primeiro requisito para ser padre é que o candidato seja do sexo masculino, solteiro, batizado e crismado, e que demonstre vocação para esse ministério. Para a formação dos futuros padres existe o seminário, que é dividido em etapas. Antes do ingresso, o candidato é acompanhado por um tempo, a fim de esclarecer a sua vocação. Uma vez constatados o seu desejo e capacidade, ele é admitido, seja ainda para cursar o Ensino Médio (opção hoje indisponível em nossa Diocese de Erexim), ou já tendo se formado nessa etapa educativa, ou mesmo já tendo uma idade mais avançada.

Curso Propedêutico

A primeira etapa consiste no chamado “Curso Propedêutico”, que é um período de ambientação e formação inicial. Nele, o seminarista tem momentos de estudo, oração, vida comunitária e atividade pastoral, a fim de que a opção vocacional possa ir se solidificando.

Discipulado

A segunda etapa se chama “Discipulado”, na qual, residindo no Seminário Maior em Passo Fundo, o seminarista estuda na faculdade de Filosofia, tem momentos de oração, trabalho e outras formações, juntamente com os demais colegas; esta etapa dura três anos. A terceira etapa é a da “Configuração a Cristo”, na qual há o estudo de Teologia e demais elementos, como no Discipulado, sempre avançando mais no compromisso com a vida sacerdotal, com duração de quatro anos.

Durante todo este período, o seminarista é acompanhado por padres formadores e realizam atividades nas paróquias da diocese, nos finais de semana. Uma vez aprovado, o seminarista recebe a ordenação diaconal e, depois de alguns meses, a ordenação presbiteral, se tornando assim, um sacerdote, pertencente a uma diocese ou ordem ou congregação religiosa.

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