Ao longo desta gestão temos trabalhado no Arquivo Histórico sob a perspectiva de um acervo misto, composto por:
Fundos Particulares: compreendidos como o “conjunto dos documentos produzidos ou/e pertencentes a uma pessoa, um indivíduo, resultados de uma atividade profissional ou cultural específica. Temos que distinguir os acervos pessoais dos arquivos privados, que podem relevar uma instituição, e, também, dos acervos familiares, que supõem, geralmente, uma transmissão entre várias gerações. O alcance cronológico dos acervos pessoais não ultrapassa a vida do indivíduo que o constituiu (VIDAL, 2007, p.06).
No Arquivo, temos as Coleções Gardolinski, Müller, Castro, além, da Amaral e Tedesco que estão em fase de construção). Compõem esse campo documental, de acordo com Bellotto (2004, p. 266) o “[...] conjunto de papéis e material audiovisual ou iconográfico resultante da vida e da obra/atividade de estadistas, políticos, administradores, líderes de categorias profissionais, cientistas, escritores, artistas etc. Enfim, pessoas cuja maneira de pensar, agir, atuar e viver possa ter algum interesse para as pesquisas nas respectivas áreas onde desenvolveram suas atividades; ou ainda, pessoas detentoras de informações inéditas em seus documentos que, se divulgadas na comunidade científica e na sociedade civil, trarão fatos novos para as ciências, a arte e a sociedade
Fundos Públicos: “Art. 7 Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. (LEI 8.159/91)”.
Existem ainda, os documentos oriundos da prefeitura de Erechim (requerimentos, boletins informativos, censos demográficos, anuários estatísticos, atas, autos. Carta precatória, recibos, ordem de pagamento, guia de aquisição de estampilhas de aposentadoria dos menores (1956-1957), nota de expediente, relatório tribunal de justiça, protocolo de audiência cíveis, audiências cíveis, ofícios expedidos, fonogramas, curadoria de acidentes de trabalho, ofícios expedidos, recibos, correspondências e cartas recebidas, documentos da Luce & Rosa).
Por fim, temos os fundos mistos que foram construídos por meio das doações da comunidade, como fotos antigas da cidade, além dos documentos dos setores da Administração Pública. Entrevistas com pioneiros e figuras públicas relevantes no período (professores, agrimensores, políticos, advogados, comerciantes). Acervo de periódicos que circularam na cidade (Diário de Notícias, Voz da Serra / Voz Regional / Voz / AVS, Diário da Manhã, Bom Dia, Boa Vista, Atmosfera, a Folha Regional, O Erechim).
A partir do exposto ao longo das crônicas que compuseram a temática “Gestão de Acervos”, o Arquivo Histórico conta com um novo projeto afim de remapear estas fontes e ampliar a sua descrição, a fim de construir um documento que possibilite acessar as informações do acervo de maneira otimizada. Posteriormente, servirá de referência para a adoção de uma política de digitalização e manejo do acervo.
Referências
BELLOTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004.
VIDAL, Laurent. Acervos pessoais e memória coletiva-Alguns elementos de reflexão. Patrimônio e memória, v. 3, n. 1, p. 3-13, 2007.