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Economia

Erechim de ‘A a Z’ e o cavalo de batalha para as eleições do ano que vem

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Administração atual de Erechim, comandada por Paulo Polis (MDB) e Flávio Tirello (PSDB), está completando no próximo dia 30 de junho, dois anos e meio no comando do município. Nesta coluna de ‘A a Z’, trarei um pouco do que aconteceu neste período, e que estará presente nas eleições municipais do ano que vem.  

Bairros de Erechim, principalmente os mais novos, com a ampliação de perímetro urbano, necessitam de infraestrutura nas mais variadas áreas, como transporte público, serviço de correios, placas de nomes de ruas, iluminação pública. Esse é um desafio para o governo e tem mecanismos para isso, encorpando melhor o projeto Meu Bairro Melhor.

Com investimentos superiores a R$ 5 milhões, Erechim construiu uma usina fotovoltaica, com 2.224 placas solares. Essa obra irá reduzir em 85% o consumo de energia do município e tem vida útil de 25 anos.

De olho na sustentabilidade, foi lançado o Programa Municipal de Preservação de Recursos Hídricos e Pagamento por Serviços Ambientais que projeta preservar, conservar e requalificar mais de 4 mil hectares de terras agrícolas, vegetação, rios e nascentes de Erechim.

Em breve o município irá inaugurar a UBS Escola do Bairro Progresso para atender cerca de 20 mil pessoas em todas as especialidades médicas, integrando a formação de novos profissionais, numa área superior a 1.500 metros quadrados.

Faz muito tempo que Erechim convive com invasores da linha férrea, que corta o município de fora a fora. No início do ano, o Ministério Público Federal orientou ao município como interceder para evitar esse problema. Todas as invasões a partir de janeiro deste ano podem ser retiradas. Mesmo assim, elas continuam, mais timidamente, mas continuam, até com instalação de água.

Ginásio Poliesportivo Municipal Renan Carlos Agnolin, solicitação antiga da população, será utilizado pela educação, prática de esportes, realização de eventos e shows. Está em fase final de construção na antiga área da Fundação Cotrel, adquirida pelo governo de Luiz Schmidt na gestão passada, em leilão, por valor superior a R$ 6 milhões. Junto ao local foi construído o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA).

Hospital do SUS, o Santa Terezinha é um ralo sem fundo. Com contratos com o Estado defasados há anos, não tem recursos suficientes para se manter com as próprias pernas. Deve fechar o ano com déficit de R$ 19 milhões, que pode subir para R$ 25 milhões, caso tenha que pagar o piso da enfermagem. Vive um momento de colapso assistencial, com todos os serviços no limite de sua capacidade.

Investe + Erechim foi lançado em março de 2022 no Pólo de Cultura, e tem o poder público como indutor de desenvolvimento, em parceria com a iniciativa privada. O projeto prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão entre os anos de 2022, 23 e 24. Objetivo é a construção de novos caminhos de forma sustentável, com o apoio de entidades, lideranças e comunidade.

Juntos, os municípios da AMAU, de forma harmônica, conquistaram o retorno para Erechim do CRPO Norte. Desta forma, a região não depende mais das decisões passarem por Passo Fundo antes de chegaram no comando geral em Porto Alegre. A Brigada Militar terá mais autonomia. A Prefeitura de Erechim já garantiu local para a instalação no centro da cidade.

Kit escolar composto por 14 peças foram entregues para mais de 5 mil alunos da rede municipal de ensino no ano passado. Nesse ano foram 13 peças, menos a mochila, que foi entregue para as crianças que ingressaram na escola.

Lazer e espaços públicos para a população de Erechim sempre foi um desafio para os gestores. A destacar duas ações. A revitalização (que segue em curso) do Parque Longines Malinowski, que já teve inaugurada dois quilômetros de trilhas ecológicas. E em andamento, o Parque do Arvoredo, com o maior playground de Erechim, numa área maior que quatro campos de futebol.

Muito se vê em trocas de governos, a necessidade de se apagar ou esconder feitos dos antecessores. Com recursos em caixa, quando recebeu a prefeitura, inclusive com dinheiro provisionado para obras em andamento, o prefeito Polis mantém uma relação republicana com o ex-prefeito Luiz Schmidt, e quando inaugura obras, que iniciaram antes de 2021, o convida sempre para estar presente.

Não temos um metro de esgoto tratado em 105 anos de emancipação de Erechim. O edital de água e esgoto segue suspenso e se arrasta desde 2016. A prefeitura está sem contrato com a Corsan e no Estado estão ultimando os detalhes para efetivar a privatização da companhia, e como Erechim dá lucro, é uma boa moeda de troca.

O centro histórico de Erechim, e o símbolo maior, o Castelinho, carecem de uma atenção especial por parte do governo. O Castelinho parece que tem um estigma e ninguém quer mexer. Nossas fachadas seguem escondidas por placas publicitárias gigantescas. E somos uma cidade com mais de 105 mil habitantes, que não tem um museu.

Pólo de Cultura foi palco no último dia 16, do lançamento do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) de Erechim. É um momento de inovação para o munícipio, estruturado em quatro pilares: poder público, iniciativa privada, academia (universidades e institutos) e entidades.

Quantidade expressiva de recursos públicos são gastos com aluguéis pela Prefeitura de Erechim. O valor é em torno de R$ 170 mil por mês, o que corresponde a mais de R$ 8,16 milhões por mandato de quatro anos. Município está adquirindo toda a área da ASSAMI no Bairro Bela Vista, e projeta neste local a construção do tão esperado Centro Administrativo, nos próximos anos.  

Ruas de Erechim, por mais que se invista em asfalto, sempre são um tema que a população cobra muito dos gestores. Nos dois primeiros anos do governo, foi alvo de muitas críticas, e ainda segue em menor número. Em breve a Secretaria de Obras Públicas inaugura sua usina de asfalto, com a promessa de melhora na qualidade e durabilidade da malha asfáltica.

Setor produtivo irá ganhar muito com o Distrito Industrial Giácomo Madalozzo, com novos empregos, gerando renda e aumento de arrecadação de impostos para serem investidos em políticas públicas.

Transformação digital está sendo implementada na Prefeitura de Erechim. Um projeto muito amplo, difícil, inovador e ousado, porque envolve mudança de cultura, comportamento e método de trabalho. Foi criado um Comitê Permanente de Simplificação e Desburocratização.

Uma das demandas mais antigas do erechinense é a construção de um novo presídio estadual. O atual é no centro da cidade, com estrutura obsoleta e problemas de toda ordem. Isso sem contar a superlotação, o dobro do que as instalações permitem. Foi lançado edital para a construção de uma nova casa prisional em área doada pelo município, no Horto Florestal, às margens da ERS 135. Porém o certame da Parceria Público-Privada segue incerto, por questões burocráticas e ações na Justiça.  

Voltando para o início do mandato, em 2021, e entrando um ano e meio, o Calcanhar de Aquiles do governo foi a iluminação pública, ou melhor, a falta dela. O município tentou buscar uma Parceria Público Privada, que acabou não vingando, e carece de uma legislação específica. Diante deste impedimento, buscou uma nova alternativa de substituir as lâmpadas antigas por led. E deu resultado.

da questão nesse ano que antecede as eleições municipais do ano que vem, é como irão se comportar as forças políticas de Erechim. Um grande número de partidos apoia o atual governo. Imagina-se que terão mais duas candidaturas, uma do espectro mais à direita e outra da esquerda. E este de “A a Z”, é para mostrar o que o governo irá usar durante a campanha.

Zerar a fila de espera das vagas em creches é quase uma obsessão do prefeito Polis. Alugou o prédio da antiga escola do Instituto Barão do Rio Branco, está finalizando duas escolas municipais e ainda a compra da Assami, com toda sua estrutura, garante vagas para todos.

 

 

 

 

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