Recentemente, num grupo de amigos do WhtasApp, teve uma discussão sobre a eficácia ou não das vacinas, para todas as doenças e não apenas a covid. Foi quando um disse: “eu não vou vacinar meus filhos”. E outro respondeu: “talvez você esteja bem de saúde pois teus pais te levaram fazer a vacina. Não faça isso com seus filhos, não decida por eles”.
Preocupação com volta de doenças erradicadas
Relembro esse episódio, pois na semana passada entrevistei o médico Plínio Costa Júnior (Pediatra), onde se mostrou preocupado com a baixa procura nos postos de saúde, de vacinas para crianças e que isso, com o tempo, pode trazer de volta doenças até então erradicadas, como a poliomielite.
Os números
Diante desta preocupação, procurei a Secretaria de Saúde de Erechim para ver como está a procura pelas vacinas para crianças. Em 2021, os percentuais foram bons, atingindo praticamente a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde: febre amarela (75,78%); meningocócica C menor de um ano (85,78%); pentavalente (86,48%); pneumocócica 10 (90%); pólio VIP menores de um ano (86,09%); rotavírus (88,59%); tríplice viral – sarampo, rubéola, caxumba (88,2&) e varicela (73,13%).
Sobre a BCG
Sobre a BGC os dados geram dúvidas, pois aparecem zerados no relatório do Ministério da Saúde e os arquivos foram reenviados para a Secretaria Estadual de Saúde para atualização. Em consulta no município de Erechim, a cobertura vacinal em 2021 ficou em torno de 85,93%.
Percentuais baixos
Os percentuais apresentados acima são de 2021, e os números de 2022, como foram pouco mais de cinco meses, ainda não foram tabulados pelo Ministério da Saúde, mas a informação que se tem é que estão bem aquém do aceitável, com percentuais baixos.