Os caminhões de serviço da coleta de lixo de Erechim, realizado pela empresa Engesa, não saíram do pátio, na manhã de quinta-feira (30). E o desfecho dessa situação, com o lixo que se acumulava nas ruas de Erechim, viria ainda no mesmo dia, com o rompimento do contrato por parte da empresa do lixo Engesa com a Prefeitura de Erechim, e o anúncio de nova prestadora desse serviço, após as festividades de ano novo.
O motivo da empresa não ter feito o recolhimento seriam as péssimas condições dos caminhões, segundo funcionários, envolvendo todos os tipos de problemas, inclusive veículos sem freio. No total, 36 profissionais ficaram sem trabalhar até que a situação fosse resolvida pela prefeitura ao longo do dia.
Situação de manhã
Na parte da manhã, em entrevista ao jornal Bom Dia, o secretário de Meio Ambiente de Erechim, Cristiano Moreira, responsável pela coleta dos resíduos, disse que a prefeitura iria tomar uma decisão mais drástica com relação à empresa Engesa, que faz o recolhimento de lixo e ao contrato, que basicamente iria mudar todo o cenário no sentido contratual. “Estamos aguardando a empresa para construir uma solução neste sentido, que devemos fechar até o início da tarde”, disse.
Resposta efetiva à tarde
À tarde veio a resposta efetiva do Poder Público, com o rompimento do contrato e os encaminhamentos para resolver o problema, em pleno fim de ano e festividades. “A Engesa não presta mais serviços para Erechim”, disse o secretário de Meio Ambiente, Cristiano Moreira.
Ele explica que na tarde de quinta-feira (30), por volta das 16 horas, a prefeitura já havia iniciado processo de coleta com os próprios caminhões. “Vamos ter apoio dos garis para que a cidade não fique desassistida, hoje, amanhã, será desta maneira a coleta”, afirma. E, acrescenta, “na segunda (3) ou terça (4) teremos uma nova empresa assumindo o contrato do lixo”.
O secretário reforça que a prefeitura já estava há pelo menos 20 dias trabalhando em cima desse cenário, da possibilidade de ter que fazer um contrato emergencial. “Sempre pensando em prestar o melhor serviço para a comunidade, que é essa nossa obrigação”, afirma.
O prefeito, Paulo Polis, pede desculpas à população pelos transtornos causados pela situação, e afirma que a empresa rompeu o contrato unilateralmente e demitiu todos os seus 36 funcionários.