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Economia

Eleger-se deputado federal pelo Alto Uruguai é uma tarefa hercúlea

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Em Erechim, nas eleições de 2018, no total, 282 candidatos à deputado federal fizeram votos
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi/Arquivo

O Rio Grande do Sul tem 31 deputados federais eleitos em 2018. Quatorze partidos conseguiram pelo menos uma vaga. Alguns tinham apenas um nome forte, que puxou votos, mas garantiram bancada mínima como o DEM, PSD e Novo, com Onyx Lorenzoni, Danrlei de Deus e Marcel Van Hatten, respectivamente.

A dificuldade

E analisando os números do último pleito, é possível vislumbrar a dificuldade que os candidatos locais irão enfrentar nas eleições do ano que vem.

Poucos votos e pulverização

Nunca foi fácil, porém, numa região com poucos votos e pulverizados em centenas de candidatos, as chances diminuem. E isso sempre ocorrerá, até que existir consciência do eleitor para votar em candidatos daqui. E mesmo assim, terão que buscar votos fora da região, fazendo o caminho inverso, dos nomes que por aqui chegam e vão se enraizando e inviabilizando qualquer chance dos candidatos locais.

A culpa é dos partidos

Mas também é verdade, que os pré-candidatos sabem disso. Muitos concorrem para ficar numa posição intermediária e passam a ser visto com outros olhos pelo partido. Aliás, os partidos são os grandes culpados por ajudarem a inviabilizar candidaturas locais. Se uma sigla lança um nome, fabricam candidatos de última hora, mesmo sem chance alguma, para que o adversário político não cresça.

282 candidatos fizerem votos em Erechim

Em Erechim, nas eleições de 2018, no total, 282 candidatos à deputado federal fizeram votos em Erechim. Os cinco mais votados foram: Paulo Polis (MDB) com 21.944 votos; André Jucoski (PDT) com 3.034 votos; Marcel Van Hatten (Novo) com 2.964 voto; Carlos Pomagerski (Progressistas) com 2.396 votos e Sandra Picoli (PCdoB) com 1548 votos. Ao total, foram 53.399 votos nominais e 11.329 brancos e nulos.

A votação mínima necessária

A seguir, a votação do partido com relação ao último ou único candidato que se elegeu para deputado federal, que é o número que tem que ser alcançado por quem pretende concorrer, usando com parâmetro a eleição de 2018. Trocas de partido, cláusula de barreira e fim das coligações, devem alterar esses números em algumas siglas.

PSL (três cadeiras): 32.200 votos (Nereu Crispin);

PSB (duas cadeiras): 52.977 votos (Liziane Bayer);

PDT (três cadeiras): 65.712 votos (Afonso Motta);

PTB (duas cadeiras): 69.904 votos (Marcelo Moraes);

PSDB (duas cadeiras): 74.789 votos (Daniel da TV);

MDB (quatro cadeiras): 86.305 votos (Osmar Terra);

Progressistas (quatro eleitos): 89.7077 votos (Jerônimo Goergen);

PT (cinco cadeiras): 97.303 votos (Maria do Rosário);

PSD (uma cadeira): 102.662 votos (Danrlei de Deus – único eleito do partido);

Republicanos (uma cadeira): 103.373 votos (Carlos Gomes único eleito do partido);

PSOL (uma cadeira): 114.346 votos (Fernanda Malchionna)

PL (uma cadeira):151.719 votos (Giovani Cherini);

DEM (uma cadeira):183.518 votos (Onyx Lorenzoni);

Novo (uma cadeira): 349.855 votos (Marcel Van Hatten)

OBS: Na coluna de sábado (27), estudo sobre os números de deputado estadual.

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