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Economia

Entrevista: novas estratégias para educar

Conforme a coordenadora da 15ª CRE de Erechim Juliane Bonez, novas medidas estão sendo aplicadas nas escolas, sob orientação do governo Estadual para avaliar os alunos e intensificar a aprendizagem

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Coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação, Juliane Bonez
Por Taiane Maiara do Carmo
Foto Arquivo/BD

Desde o início da pandemia da Covid-19, as escolas municipais e estaduais de todo o Brasil, tiveram que se adaptar aos novos formatos de ensino on-line nas diferentes plataformas digitais. No RS, depois de treinamentos e reuniões de capacitação com órgãos estatais para prosseguir com as atividades, a maioria das instituições adotou permanentemente programas que serão utilizados até o fim do ano letivo.

Recentemente, em uma reunião realizada com a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, em que participaram as coordenadorias regionais e autoridades educacionais, foram apresentadas as novas estratégias para dar prosseguimento as aulas de todas as escolas.

A coordenadora da 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Erechim, Juliane Bonez, em entrevista ao Bom Dia, explicou como serão aplicadas as novas medidas, avaliou o andamento das aulas e destacou como está sendo realizado o trabalho dos educadores desde o início das mudanças no formato de aprendizagem. A seguir os principais pontos da entrevista

Jornal Bom Dia: Coordenadora, em sua avaliação como está o andamento das aulas na região?

Juliane Bonez: Estamos com o retorno organizado de maneira híbrida desde o mês de maio. Cada escola tem seu plano de contingência e prossegue o de ocupação. Temos instituições que conseguem atender 100% dos estudantes todos os dias, e outras estão organizadas dentro dos cenários com as orientações que a Secretaria Estadual de Educação fez para que tenha o revezamento. Nestas onde há esta condição, há dias em que as atividades são presenciais, conforme o protocolo adotado pela escola e outros de maneira remota. Temos um distanciamento previsto, dentro da sala de aula e isso nós precisamos cumprir” explicou.

BD: Desde o início da pandemia, diferentes programas relacionados a educação, foram adotados pelo governo do Estado. Um deles é o ‘Aprende Mais RS’. Como ele funciona e qual é o principal objetivo?

Juliane Bonez: A Secretaria Estadual de Educação, passou por uma organização, visando alguns fatores apontados pela pandemia, mas também outros que já estavam se desenhando. Nesse sentindo, surge o Planejamento Estratégico da Secretaria.  Existem diferentes programas com o ‘Avaliar é Tri RS’ que foi realizado em junho e sentimos que algumas habilidades precisam ser mais cuidadas. Para isso, dentro do planejamento, temos também o ‘Aprende Mais RS’. Esse programa é organizado em diagnósticos, em execução, formação, material didático impresso e digital e uma nova avaliação. É uma organização que prevê a atuação daquilo que precisamos, como ela está acontecendo e aonde precisamos atuar.

 

BD: Os programas anunciados trarão muitas mudanças?

Juliane Bonez: Lógico.  Temos em andamento a avaliação diagnóstica feita em junho, a amostral realizada em agosto que estaremos conhecendo os resultados nos próximos dias, alteração das matrizes curriculares (que é o aumento da carga horária nas disciplinas de português e matemática), formação de professores específicos dentro destas matérias e anos iniciais e agora o letramento digital 2 (que está aprofundando aquilo que o Google Classroom traz de possibilidades). A partir disso, dentro de uma organização do governo estadual e programas, já acompanhamos o avançar na segurança, nas obras e vamos ver o avançar na educação também. É um investimento que o governador está anunciando dentro da organização de infraestrutura e formação de nossas escolas e colegas. É um pensar que modificará toda a estrutura.

 

BD: O novo modelo de gestão educacional é o ideal?

Juliane Bonez: Para nós que somos profissionais de carreira e acompanhamos o magistério há muito tempo, acreditamos que estamos em um formato de gestão próspero que está andando com foco. A escola retorna da pandemia de maneira diferente. Não temos mais possibilidades de vivenciar uma escola, um fazer pedagógico da forma que estávamos fazendo em 2019. Neste tempo pandêmico, muita coisa acelerou e mudou e nós também mudamos. Mas para chegar lá, precisa ter uma série de organizações e nós estamos fazendo estas observações, sempre baseados em diagnósticos, dados concretos e a partir daí as ações.

 

BD: Com as novas estratégias implementadas, acredita que os estudantes estão mais motivados para frequentar a escola?

Juliane Bonez: Minha avaliação é muito positiva, mas sempre com uma ressalva, pois nada substitui o professor. Ele sempre é o ‘meio’, e a interligação. No entanto, nossa função de professor, muda de posicionamento. Sempre se trabalhou na escola tradicional que o professor era o detentor do saber, não somos. Somos possibilidades de aprendermos juntos e de darmos encaminhamento que levem a construção do estudante. Por isso, ela é muito positiva, mas ela depende da proporção de quem vai trabalhar isso também. Todo esforço é feito para que a organização aconteça e a preocupação é esta, justamente de estar interligado aquilo que os estudantes também desejam, não no desejo que fazer aquilo que eles ‘acham’, mas no desejo de entender aquilo que eles se identificam.

 

BD: Todas as mudanças têm que ser construídas, e não impostas. Como analisa isso?

Juliane Bonez: A secretária Raquel, tem uma preocupação grande nisso, tanto que nós temos um percentual de distanciamento da escola bem maior no ensino médio do que no ensino fundamental, e na última semana, nossa coordenadoria também indicou 30 estudantes, para discutir o que o aluno do ensino médio busca. A rede sabe, tem o foco do que é a educação no século 21 e o no que ela precisa estar voltada, aonde precisamos chegar, mas nós queremos ir contemplando, aquilo que as pessoas que fazem parte também sentem”.

 

BD: Estamos entrando no período das eleições das equipes diretivas das escolas. Como será esse processo?

Juliane Bonez: As escolas estão muito bem organizadas, nós constituímos comissões eleitorais para que as coisas fiquem separadas. Nesse intuito de qualificar esse processo, cada um de nós tem a função de fazer a sua parte. Para a comissão eleitoral nós estaremos fazendo uma formação sobre gestão democrática e assim que tivermos os possíveis candidatos, estaremos conversando sobre esse assunto também com esses colegas, porque o objetivo é único, qualificar o processo e continuar educando todos os estudantes com as novas possibilidades visando uma melhor aprendizagem em todos os sentidos.

BD: E sobre as datas do processo eleitoral?

Juliane Bonez:  Dia 18 de outubro abre o prazo para inscrição e existe os regramentos da portaria, prazo de apresentação das propostas e fecharemos o processo inicial dia 30 de novembro, e dia 1º de dezembro com a eleição propriamente dita. Quem tiver a proposta aceita, haverá uma formação para as novas equipes e no final do mês de dezembro, provavelmente, estarão tomando posse e apresentando a formação concluída, que será um critério básico para este passo.

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