A queijaria na Linha Mariga, próximo a ERS 211, a cerca de 8km do centro de Erechim, foi uma das primeiras a comercializar queijos na cidade. Atualmente, fabrica 2 mil quilos por mês e 25 mil quilos por ano dos produtos. “Cuidamos muito com a higiene, da ordenha da vaca até a fabricação dos queijos”, afirma o produtor e empresário de queijo, Alcides Mariga.
Variedades
A queijaria é uma entre as cinco no município e a produção artesanal conta com oito tipos de queijo. Para cada quilo do produto, são necessários 10 litros de leite. “A Emater/RS-Ascar presta todo o apoio às agroindústrias, desde a formalização até o acompanhamento para a fabricação de produtos diferenciados”, desta o médico veterinário da Emater, Walmor Gasparin.
Investimentos
Para se diferenciar no mercado, a família Mariga construiu um espaço, além da agroindústria, para venda e exposição dos queijos: um quiosque de estilo rústico e elegante. Segundo Walmor, todos envolvidos na produção estão sempre atentos e melhorando sabor, qualidade e verificando a tendência de mercado, abertos ao diálogo. Explica ainda que o valor do investimento vai depender do tamanho da agroindústria. Para montar a estrutura, incluindo equipamentos, o investimento será em torno de R$100 mil. Ressalta que o retorno financeiro será maior devido a excelente agregação de valor na matéria-prima. Entretanto, deve-se atentar para as etapas a serem seguidas na aquisição ou construção de uma agroindústria: análise do mercado consumidor, conhecer a matéria-prima necessária, capacitar-se na área de atuação e estar com os documentos para adequação.
Matéria-prima
A propriedade dispõe de 21 hectares, sendo seis hectares de milho para silagem e 15 mecanizado. No local, 30 vacas em lactação produzem em torno de 20 mil litros de leite por mês. De acordo com Alcides, toda a família sente-se satisfeita por agradar diferentes paladares. Preocupado com a qualidade e inovação dos produtos, o empresário se especializou através de cursos no ramo. Os queijos frescos podem ser comercializados até a primeira semana de fabricação. “Quando você tem a produção de matéria-prima e não a vende, transforma na propriedade, passa a agregar valor”, projeta Gasparin, informando que o valor agregado pode atingir até 60%.
Produção
Para que o queijo fique pronto são necessários ao menos cinco processos de produção. Primeiro, o leite é extraído de forma higiênica na ordenhadeira. Vai para o resfriador a granel, sendo destinado para a pasteurização e coagulação. Após, é tirado o soro, e encaminhado para outras etapas que irão depender do tipo de queijo a ser produzido. Finalmente, os produtos vão para maturação em ambiente resfriado, respeitando as normas sanitárias exigidas pelo serviço de inspeção. Um dos diferenciais da agroindústria é o queijo maturado, uma peça desenvolvida pela família e Emater, que apresenta uma textura amanteigada e um sabor sofisticado.
Satisfação
Dos produtos, 60% são vendidos na propriedade e o restante vai para feiras e merenda escolar. “Aprovo e recomendo, até porque quando vou comprar, amigos e familiares sempre pedem mais peças dos produtos, pois são de qualidade”, conta Idirson Menin, cliente da queijaria há oito anos.
Alcides começou a queijaria em um porão, e agora, aos 69 anos, atribui o sucesso da agroindústria familiar à dedicação, o amor e profissionalismo em cada produto. “Me sinto realizado, pois faz 28 anos que estou trabalhando na agroindústria e até agora não deu nada de errado”, finaliza Mariga.
Saiba mais
Um projeto executado em parceria entre a Emater/RS-Ascar e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) campus de Erechim, entre outras entidades parceiras, resultou na produção de selos e embalagens, oportunizando um material de divulgação mais moderno às agroindústrias da região do Alto Uruguai e mais atrativo para os consumidores. Na segunda etapa do projeto foram selecionadas oito agroindústrias de derivados de cana-de-açúcar e mandioca.
Os rótulos foram elaborados pelo IFRS, com orientação das professoras Andreia Mesacasa e Alessandra Incerti, do curso de Design e Moda, e entregues na última sexta-feira (06) a seis agroindústrias pelo extensionista rural e engenheiro agrônomo Carlos Angonese, responsável pela área das agroindústrias na região administrativa do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar em Erechim.
Marcelino Ramos
Em Marcelino Ramos, o ato de entrega aconteceu na Câmara de Vereadores, às agroindústrias KL Alimentos (produção de mandioca descascada), LK Sabores do Sul (produz processados de mandioca) e para a agroindústria Roabert (produção voltada para açúcar mascavo).
O extensionista da Emater/RS-Ascar, Carlos Angonese, observou que o município de Marcelino Ramos, com suas 12 agroindústrias, é o maior polo agroindustrial da região do Alto Uruguai. “Na região, as canas de açúcar são melhoradas geneticamente, com práticas de manejo adequadas, resultando em produtos de alta qualidade”, avalia.
Carlos Gomes
Em Carlos Gomes recebeu o selo a agroindústria Dom Polski (de açúcar mascavo). A entrega foi realizada à produtora Daiane Sikovski no Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, juntamente com a equipe de extensionistas Laura Mocfa Glaner e Edgar Copatti.
Aratiba
Em Aratiba, receberam os selos as agroindústrias Libero (produção de mandioca) e Schmidt (cana de açúcar). O trabalho de agroindústrias é executado pela Emater/RS-Ascar parceira da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).