No sábado (13), a prefeitura de Erechim realizou mais uma drive-thru para vacinar idosos acima de 76 anos. Eram pouco mais de 1.500 doses disponíveis, mas a procura foi acima disso e filas quilométricas se formaram na ERS 211, no sentido Paulo Bento.
Diante disso, algumas dúvidas surgiram, como segue:
- Quanto mais diminuir a faixa etária, pela lógica, serão necessárias mais doses.
- Os números de idosos que a secretaria usa, é por dados próprios ou pelo IBGE?
- Qual a saída para evitar que pessoas que estão na fila, não deixem de receber a vacina?
- Se recebemos poucas vacinas, qual a lógica da reserva técnica, nesse momento, que todo mundo busca se imunizar?
“Não tínhamos estrutura para o anoitecer”
Para responder, procurei a secretária de Saúde de Erechim, Eclesan Palhão, que falou sobre assunto: “As pessoas que foram para a fila às 15 horas e depois também, elas passariam do horário a qual tínhamos nos disposto a fazer a imunização no dia de sábado. Eu, Eclesan, secretária, tomei a decisão de não deixar as pessoas na fila, para não chegar a noitinha e não ter mais doses para fazer. Não tínhamos estrutura para o anoitecer. Então, foram feitas as doses as quais foram propostas”.
Pessoas da região tentaram furar a fila
A secretária alerta que muitos moradores da região, tentaram ser vacinados: “Nós tivemos alguns problemas, que pessoas da região vieram, por ser tratar de drive e é do jogo. Então hoje (segunda-feira), para as pessoas que não foram vacinadas é só dirigir para as Unidades Básicas de Saúde. Todas estão vacinando”.
“Não tínhamos duas mil doses para fazer lá”
Segundo Eclesan o objetivo foi atingido: “Ninguém ficou meia hora, 45 minutos, uma hora na fila e não foi atendido. Quem estava na fila foi vacinado. O que aconteceu que ficaram no fim da fila, quando já tínhamos o público suficiente, para continuar vacinando por mais uma, duas, três horas. Então foram orientados a ir a partir de segunda-feira, nas UBSs. Não tínhamos duas mil doses para fazer lá”, enfatizou a secretária.
“Nem todo mundo tem carro para ir no drive”
Fala também sobre as vacinas que não foram levadas no drive-thru: “Nem todo mundo tem carro para ir no drive, por isso a reserva técnica. Você abre um drive e nunca se imagina o que vai acontecer. Se prevê e alguém tem que tomar as decisões momentâneas. Hoje, a pessoa que é paga para tomar as decisões, boas, amargas, sou eu. E tem que decidir em cima da hora”, comenta.
“As decisões devem preservar a coletividade”
A secretária reforça que “as decisões devem preservar a coletividade. Eu não preciso, não posso e não vou, e não tenho a pretensão de agradar 100% da coletividade. Isso não existe no serviço público. Temos que trabalhar para fazer o bem para a maioria. Tem mais um detalhe, abrimos uma hora antes do previsto, pois o pessoal foi para a fila muito cedo. E para adiantar, antecipamos em uma hora a vacinação”, finaliza.
Necessidade de mais vacinas
A simples opinião de um leigo no assunto, é que conforme for baixando a faixa etária, aumentará o número de pessoas. Desta forma, serão necessárias mais vacinas, para evitar que pessoas se desloquem, saiam do isolamento, para buscar a imunização.