O ano de 2021 iniciou e com ele a expectativa de volta às aulas. Isso porque as escolas públicas e privadas podem retomar suas atividades entre fevereiro e março. Se fosse em um período sem pandemia, o movimento nas lojas que vendem materiais escolares seria mais expressivo. Contudo, essa não é a realidade em muitos estabelecimentos de Erechim.
“Em janeiro o movimento foi em torno de 40% menor que no ano passado. Como durante o ano de 2020 teve aula on-line e não houve o consumo de muitos materiais, muitas pessoas reutilizarão os itens comprados que não foram aproveitados”, destacou o proprietário da Rede Real papelaria, Flavio Dallasen.
Dallasen ainda relatou que apenas as crianças que iniciam a trajetória escolar compram 100% dos itens das listas, os demais acumulam dos anos anteriores. “Se você analisar os clientes em compra, a maioria afirma que já tem alguns itens. Este será um ano diferente, pois nesta época se a situação estivesse normal, o movimento na loja estaria maior”, salientou Flávio.
O proprietário também conta que a loja possui produtos de todos os valores e que depende do consumidor a opção por marcas. “As pessoas podem optar por quanto querem gastar. Hoje uma pessoa pode comprar uma mochila por exemplo, por R$ 120, que vem com lancheira e estojo. Com mais R$ 130 o consumidor pode ter a lista completa dos materiais que utilizará ao longo do ano. Possuímos muita variedade em todas as nossas lojas”, concluiu.
Fique atento!
A Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Erechim divulgou na última semana uma série de materiais que não podem ser inclusos na lista pelas instituições de ensino, por lei. Nesta mesma divulgação, a fundação também destacou que é expressamente proibido, por meio das instituições de ensino, exigir marcas dos produtos, e que após o fim do ano letivo, a escola terá que devolver aos alunos os materiais que não forem utilizados.
Vale ressaltar que entre os materiais permitidos a serem solicitados, também há uma quantidade limite de cada item. Segundo nota enviada pela assessoria de comunicação, os pais ou alunos que enfrentarem dificuldades quanto a solicitação destes mesmos materiais por parte das escolas, podem procurar o Procon. A Fundação conversará com a escola para esclarecer o que é permitido ou não por lei, sem prejudicar a família ou o aluno que identificou a irregularidade.
Opinião do consumidor
Para Alessandra Custódio, mãe de Murilo, de 11 anos, é de extrema importância a lista que a escola solicita, porém, cada pai deve ter autonomia para decidir a marca que deseja comprar. “Entendo que a escola faz uma análise do que o aluno poderá utilizar, pois a partir dela podemos saber melhor o que adquirir para nossos filhos. Por outro lado, não se deve exigir marcas, pois cada família tem a própria realidade financeira”, relata Alessandra.
Lista dos materiais que não podem ser solicitados:
Álcool
Água mineral
Algodão
Balde
Canetas para lousa
Carimbo
Copos descartáveis
Cotonetes
Esponja para pratos
Estêncil a álcool e óleo
Fantoche
Fita, cartucho ou toner para impressora
Flanela
Giz branco ou colorido;
Garrafa para água;
Jogos em geral;
Guardanapos;
Lenços descartáveis;
Marcador para retroprojetor;
Material de escritório e limpeza;
Medicamentos;
Papel higiênico;
Pratos descartáveis;
Pregador de roupas;
Produtos para construção civil (tinta, pincel, argamassa, cimento, dentre outros);
Talheres descartáveis;
TNT.
Lista dos materiais que podem ser solicitados
Algodão
Brinquedo
Canudinho
Cartolina
CD
Cola branca
Cola de isopor
Emborrachado E.V.A
Envelopes
Feltro
Fita durex colorida
Glitter/purpurina
Jogo pedagógico
Lã
Livro infantil
Lixa
Massa de modelar
Palito de picolé
Papéis em geral
Pincel atômico
Pincel para pintura em tela