Em março encerra o contrato da Fundação Hospitalar Santa Terezinha com o Estado. E nem sinal de renovação.
Nos últimos anos, a instituição de saúde vem sofrendo com contratos bem abaixo de sua produtividade, e além disso, recebe menos que outros municípios pelos mesmos serviços prestados.
Isso denota uma clara falta de representação política do Alto Uruguai, de alguém que lute pelos nossos interesses. Nos acostumamos a ser maltratados e aceitar quantias irrisórias.
O hospital pena para pagar salários e está sempre atrasado com fornecedores e médicos.
O Estado tentou fazer um contrato emergencial com o hospital para seis meses, após o término do contrato no final de março. Mas a direção não aceitou e mandou de volta para Porto Alegre.
Caso assine, ficará mais um tempo com os preços defasados. Essa queda de braço deve levar mais alguns dias, quem sabe um ou dois meses. O que se quer é aumentar os valores repassados, para não ter que cortar serviços, num futuro próximo.
“Eu acho que vai se resolver nesse ano, mas vai demorar um pouco mais do que imaginávamos. E como iremos pagar nossas obrigações?”, pontua o diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Hélio Bianchi.