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Demora em religar luz gera reclamações da população

Prefeito de Barra do Rio Azul, Marcelo Arruda, diz que demorou cinco dias para situação se normalizar no seu município. Amau vai se reunir com empresa. RGE afirma que as redes de distribuição que atendem boa parte dos municípios do Alto Uruguai foram severamente castigadas por três fortes temporais nos últimos oito dias, caracterizando-se em uma situação atípica

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Amau vai se posicionar depois de reunião com RGE, diz presidente Ademir Sakrezenski
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Arquivo BD

Na véspera de Natal, o prefeito de Barra do Rio Azul, Marcelo Arruda usou as redes sociais para manifestar sua indignação contra a RGE. De acordo com ele, demorou cinco dias para a empresa conseguir resolver o problema da falta de energia no município e cidades vizinhas. “Isto demonstra o despreparo para situações como esta, e nos dias atuais é inadmissível”, ressaltou. Esse é um dos relatos, entre outros, na demora da empresa em religar a energia na região do Alto Uruguai (RS), quando ocorrem problemas na queda da transmissão de energia, causando sérios prejuízos e transtornos a população.

Na ocasião, o prefeito afirmou que os setores de leite, suínos, aves entre outras atividades foram imensamente prejudicadas. E, acrescentou, que essa situação é um tamanho desrespeito com a comunidade que paga “uma conta de energia cara e sofre tanto quando precisa de uma resposta efetiva”.

Noutro caso, Cesar Tito Pedrollo, morador do centro de Erechim (RS), teve a fiação de luz arrancada por um caminhão na segunda-feira de manhã. Segundo Tito, ao entrar em contato com a RGE, a empresa disse que não poderia religar a energia em antes colocar um poste de luz padrão RGE.  Como é uma casa antiga de madeira a fiação era ligada diretamente na casa. “Pedi para fazer uma ligação provisória, disseram que não podiam fazer”, comenta.

O morador afirma que na quarta-feira de manhã o poste já estava pronto na residência, conforme os padrões solicitados, com toda a instalação necessária para religar a energia. “Liguei para a RGE e me prometeram que iam ligar em 24 horas a energia. Isso não foi feito e só acabou acontecendo às 15 horas de domingo”, explica.

Tito conta que ligou para a empresa, órgão regulador, e não tinha retorno do porquê da demora em religar a energia. “No total, foram sete dias sem luz, morando no centro da cidade de Erechim. Sem luz, sem geladeira, sem poder tomar um banho quente, sem ar condicionado, sem nada”, ressalta.

Segundo secretário de Administração de Barão de Cotegipe, Franciel Izycki, recebi uma ligação hoje (ontem) de manhã da Linha Saracura em Barão de Cotegipe, o prefeito estava ontem na comunidade e tiveram que pegar o gerador da família para fazer a festa de Natal no salão da comunidade, que é grande. “Essa Linha apresenta problemas constantes, de ficar até 15 horas sem luz direto. Os moradores já encaminharam um abaixo-assinado para RGE para pedir providências faz uns 30 dias, devido aos problemas frequentes. Na outra comunidade, na Linha Seis, os moradores reclamaram pelas redes sociais que ficaram 36 horas sem luz sem nada de providências”, observa.

Essa semana no município deu um problema na rede de luz, na quinta-feira, afetando o fornecimento de energia do Distrito Industrial, fizeram reparos, mas que durou uma hora e estourou o transformador. Só conseguiram finalizar o trabalho domingo de tarde. “Muitas empresas paradas, um monte de gente sem luz. O município passou por alguns transtornos e teve bastante demora na religação”, destaca.  

Conforme o presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU), Ademir Sakrezenski, e prefeito de Ponte Preta, a entidade vai fazer uma reunião no início de janeiro com a RGE. A Amau vai se posicionar depois dessa reunião. “Antes de se manifestar vamos ouvir os dois lados. Ouvir os prefeitos que tiveram problemas e também a RGE”, afirma.

Procon

Para quem teve um aparelho danificado pela queda da energia elétrica, há todo um procedimento a ser feito, explica o diretor de Procon, Edson Machado da Silva. “Desde que seja provado bem certinho o horário da queda de energia, tem que ir a RGE abrir um protocolo e informar a ocorrência. Eles vão abrir um processo interno, e tem todo um passo a passo a ser preenchido, inclusive com orçamentos e prazos. Mas no escritório da RGE, eles dão todas essas informações. Mas é um processo bem difícil de apresentar um resultado favorável ao consumidor. Depende de uma série de material probatório”, explica.

RGE

Segundo a assessoria de imprensa da RGE, as redes de distribuição da RGE que atendem boa parte dos municípios do Alto Uruguai foram severamente castigadas por três fortes temporais nos últimos oito dias, caracterizando-se em uma situação atípica. Postes caíram, cabos se romperam e outros equipamentos do sistema, como transformadores e religadores, ficaram danificados. A recomposição da rede na região contou com apoio de equipes de outras regiões também atendidas pela RGE e que sofreram menos danos, como Missões, Santa Rosa e Passo Fundo.

No entanto, parte significativa das ocorrências estava em área rural, muitas delas com difícil acesso. As equipes atuaram, continuamente, para recompor a rede e religar a energia aos clientes de toda a região, incluindo Barra do Rio Azul, Erval Grande e Barão de Cotegipe. No entanto, nesses casos, há a necessidade de se inspecionar toda a rede elétrica para que a distribuidora se certifique de que nenhum componente – poste, transformador, cabo – apresenta algum defeito e possa causar riscos à segurança dos clientes quando a rede for religada.

Conforme a nota ao Jornal Bom Dia, todos os ramais de ligações passam por inspeção antes de serem religadores, incluindo as propriedades rurais. A RGE ressalta que prima pela segurança dos seus colaboradores e dos clientes e que, por isso, apenas religa a energia quando todos os componentes estiverem devidamente inspecionados. Quanto à reclamação do cliente do Centro de Erechim, a RGE não tem registro de falta de energia por sete dias.

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