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Indústria e serviços são quem mais geram empregos em Erechim

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi/Arquivo

Dados do Caged apontam retração do comércio e melhora da construção civil

 

No mês de fevereiro, Erechim criou 311 novos postos de trabalho. Destaque para a indústria e a prestação de serviços. Já o comércio teve um mês ruim. É o que aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão vinculado ao Ministério do Trabalho que divulgou no final da tarde da última sexta-feira (23), os números do emprego com carteira assinada.  

Esse é o segundo mês com números positivos na Capital da Amizade, que havia fechado em dezembro do ano passado, 445 vagas. Nos dois primeiros meses de 2018, Erechim já criou 374 vagas nesse ano, o que é um alento para quem desde o início da crise econômica em 2014, fechou 6.864 postos de trabalho com carteira assinada.

 

Indústria

A indústria registrou os melhores números entre todos os segmentos da economia no mês de fevereiro. Criou 175 novas vagas. Foram 499 contratações e 324 desligamentos. Nos dois primeiros meses deste ano, já admitiu 182 trabalhadores (817 admissões e 635 demissões). No acumulados os últimos doze meses – março de 2017 a fevereiro de 2018 -  foram 216 vagas criadas, o que demonstra que 2018 começou promissor, já que é o segmento que mais demitiu durante a crise.

Para o presidente da Associação, Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), Fábio Vendruscolo a indústria erechinense passou por uma crise forte em 2016 e 2017 com algumas entrando em recuperação judicial: “mesmo precisando contratar, seguraram pela instabilidade do momento. Com a melhora gradual dos últimos meses a indústria voltou a contratar. E aquelas empresas que estão em recuperação judicial estão mais organizadas e precisando de mão de obra. Na minha empresa tive um janeiro muito bom, fevereiro apesar de poucos dias úteis também foi satisfatório e março acima do projetado.

 A expectativa é que 2018 seja muito bom”, finaliza Vendruscolo.

 

Construção Civil

A construção civil se recuperou do revés do primeiro mês do ano, quando registrou números negativos (oito postos de trabalho fechado). Em fevereiro criou 46 novas vagas com carteira assinada com 276 contratações e 230 desligamentos. Mesmo com os números positivos registrado no último mês pesquisado, nos últimos 12 meses está com déficit de 51 vagas (2.279 admissões e 2.330 demissões). No ano são 38 novas vagas.

 

Comércio

Depois de começar o ano contratando em janeiro (16 vagas), voltou a registrar revés nas contratações em fevereiro, contratando 255 trabalhadores e demitindo 290, fechando no negativo de 35 postos de trabalho sem carteira assinada. É o pior segmento da economia no mês e no acumulado do ano (fechou 19 vagas). Nos últimos doze meses ocorre praticamente uma estagnação. Foram 3.296 contratações, números bem próximos das demissões que chegaram a 3.307 (11 vagas fechadas)

 

Serviços

Depois de registrar os melhores números na geração de emprego em janeiro, o setor de serviços voltou a ter números expressivos em fevereiro, ficando atrás apenas da indústria. Foram 414 contratações com carteira assinada, e 281 desligamentos. Isso resultou em 133 novos postos de trabalho. No ano de 2018 já são 178 vagas criadas e nos últimos doze meses (março de 2017 a fevereiro de 2018), está no positivo com 311 vagas (3.610 admissões e 3.299 demissões)

 

Outros segmentos

Outros segmentos da economia, que registram menor impacto na economia como extrativa mineral, serviço industrial de utilidade pública, administração pública e agropecuária, juntas contrataram sete trabalhadores e demitiram 15. Isso em fevereiro. No ano de 2018, também agrupados, admitiram 20 e desligaram 25. No acumulado dos últimos 12 meses, sã0 134 vagas criadas e 199 fechadas (65 no negativo).

 

 

 

 

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