A falta de vagas para estacionar no centro de Erechim virou um problema para empresários e consumidores. Desde que o estacionamento rotativo foi desativado no ano passado é muito difícil fazer compras no comércio central da cidade. A situação provoca prejuízos diários aos lojistas e causa indignação da população.
Conforme Maira Colla, comerciante de roupas e itens de decoração, o comércio está sendo prejudicado pela falta de vagas no centro da cidade. A empresária ressalta que os clientes reclamam o tempo inteiro do estacionamento. "Como abrimos todos os sábados à tarde, o consumidor prefere vir neste dia, quando as lojas estão fechadas. Assim, encontram lugar para deixar os carros", afirma. Para ela a situação está "muito ruim".
Dilce Pagnoncelli, há 12 anos no comércio de roupas e calçados, ressalta que a falta de vagas na área central está dificultando as vendas.
Conforme Anderson Graeff, gerente na loja de móveis planejados e estofados, a situação do estacionamento atrapalha as vendas. "Muitas vezes deixo de comprar por falta de vagas", comenta.
"No horário comercial, não tem lugar para estacionar na rua da empresa. O estacionamento é um caos e se perde vendas", observa o lojista Tiago Moretto, que há 20 anos comercializa brinquedos e material de escritório. Moretto destaca que em função desta situação, tem um custo a mais de R$ 1,8 mil por mês, com aluguel de terreno para estacionar os carros. O comerciante observa que também falta colaboração dos próprios empresários, que trabalham na mesma rua. Ele sugere para que não estacionem na frente das lojas vizinhas.
"Quando venho de carro deixo na rua que não tem comércio, atrás do colégio Haidée. Mas nem todo mundo tem essa cooperação", salienta. A empresa tem um gasto mais alto para manter a loja na avenida, e por outro lado, não tem lugar para o cliente estacionar. "Custo que não precisaria ter, que poderia ser investido em treinamento ou contratação de pessoal", destaca.
Opinião do consumidor
O microempresário Cristiano De Borba, deixa o carro sempre distante das lojas para comprar. "No centro é difícil estacionar e encontrar vagas. Tem que ficar rodando e com o preço do combustível é melhor deixar o carro longe e ir a pé", observa. "Quando tenho que fazer uma compra e está chovendo, infelizmente deixo para outro dia, nem venho para o centro", acrescenta. Para Cristiano, o estacionamento rotativo resolveria o problema das vagas. "Sou a favor, mas o preço te quem ser justo", afirma.
O auxiliar de produção Ademir Júnior, comenta que está bem difícil encontrar vaga para estacionar. "Tem que dar voltas e mais voltas na quadra. A situação está bem ruim. Para fazer compras tem que estacionar quando possível e ir a pé", ressalta.
Diretoria de Trânsito
O diretor de Trânsito, Luis Weschenfelder, diz que as vagas rápidas estão sendo fiscalizadas para tentar oportunizar mais espaços. No entanto a demanda crescente de serviços fiscalizando vagas dos idosos, deficientes, carga e descarga, obras em via pública, acidentes, está sobrecarregando o trabalho dos fiscais. "Bastante serviço, pouco efetivo", explica. Segundo o agente público, o motorista tem que se conscientizar ao usar as vagas rápidas, deixar o pisca-alerta ligado nos 15 minutos, para não gerar infração. Mas, principalmente, ficar só o tempo estabelecido para dar oportunidade a outro usuário.