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Economia

Retomada na geração de empregos

Recuperação de postos de trabalho em Erechim nos dois primeiros meses do ano foi puxada pela indústria

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Recuperação de postos de trabalho nos dois primeiros meses do ano foi puxada pela indústria
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto André Medeiros

Recuperação de postos de trabalho em Erechim nos dois primeiros meses do ano foi puxada pela indústria

Erechim encerrou o segundo mês do ano com mais um resultado positivo na geração de empregos. Em fevereiro o município registrou entre todos os setores saldo de 120 vagas de trabalho. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com isso, o ano de 2017 já contabiliza 240 contratações a mais do que demissões, contrariando o cenário de saldos negativos que marcou o ano de 2016.

O destaque positivo é a indústria de transformação, que em fevereiro contabilizou 440 admissões ante 341 desligamentos, resultando em um saldo de 126 vagas. Em janeiro o setor já havia somado saldo de 41 vagas, totalizando nos dois primeiros meses do ano saldo positivo de 167 postos de trabalho. Os números, segundo o presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), Claudionor Mores, reforçam a tendência de recuperação da economia.

Segundo ele, a radiografia da região demonstra que, motivados pela retomada econômica, o setor recuperou sua capacidade produtiva em praticamente todas as indústrias da cidade. “Com exceção das indústrias de bens de capital que ainda terão de esperar para sentir os efeitos desta retomada, as demais voltaram a contratar por reflexo da melhoria do cenário econômico”, pontua.

Comércio: primeiro a sentir a crise e último a sair dela

O comércio encerrou janeiro mais uma vez com saldo negativo. Desta vez foram 50 desligamentos a mais do que contratações. Em janeiro o saldo negativo havia sido de 49 vagas. A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Erechim, Lindanir Canelo, atribui o resultado ao fim dos contratos temporários de fim de ano. “No fim do último ano o comércio reforçou seu quadro de funcionários, como é de praxe nessa época. Com o rompimento desses contratos, tivemos um aumento nas demissões, o que influenciou diretamente o saldo negativo dos primeiros meses do ano”, pontuou.

A dirigente elenca ainda outros aspectos que podem ter contribuído para o saldo. “Muitas pessoas ainda estão receosas e estão aplicando dinheiro. Com isso deixam de investir no comércio que acaba tendo como saída, muitas vezes, o enxugamento do quadro de recursos humanos. Além disso, janeiro e fevereiro foram meses em que o dinheiro tinha alguns destinos específicos, como compra de materiais escolares e pagamento de alguns impostos”, destaca.

Por outro lado, Lindanir aposta em retomada nos próximos meses. “A partir de março pode ser que as pessoas voltem a investir no comércio, que consequentemente poderá retomar seu crescimento e voltar a contratar. De modo geral, o comércio costuma ser sempre o primeiro a sentir a crise, mas é o último a sair dela”, finaliza.

Demais setores

Nos demais setores analisados pelo Caged foram registrados saldos positivos apenas na Agropecuária e na serviços, que juntos somaram 41 vagas. O setor de Construção Civil teve grande movimentação, com 213 contratações e 214 desligamentos, resultando em saldo de -1 vaga.

Retomada era esperada

O presidente da Accie afirma que a retomada na geração de empregos era esperada. “Projetávamos que a economia teria uma recuperação e esta projeção vem se confirmando. Já temos sinais positivos, com a excelente safra agrícola que se aproxima e a expectativa de consumo voltando. Temos ainda a indústria retomando a produção”, comenta.

Segundo ele, esses fatores resultarão na recuperação econômica de outros segmentos: “A medida em que a produção agrícola está boa, as indústrias demonstram sinais de recuperação e os demais segmentos econômicos vêm na sequência: serviços, comércio, construção civil e indústria de bens de capital”, completa, ao ponderar que as providências necessárias para a volta do crescimento deveriam ser mais ágeis. Neste sentido, ele cita a retomada de obras públicas através das parcerias público-privadas, e rapidez na redução da taxa básica de juros para o reestabelecimento do capital de giro das empresas.

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